Arquivo para Novembro 14th, 2008

14
Nov
08

Slade: Barulho e Diversão

Se eu fosse perguntar para minha mãe qual banda que ela mais odiou quando eu  rolava  os velhos vinis na vitrola Gründing e depois no som bichado da CCE na minha infância/adolescência sem dúvida seria: Slade.

E já vão longe as tardes pós-escola quando eu chegava e colocava pra tocar em volume insuportável o álbum de capa vermelha,  Slade Alive!.

Ele começa suave com a música do Alvin Lee “Hear me Calling” que já no final aponta a barulheira que virá pelas faixas com “In Like Shot From My Gun”. Uma parada para a balada de John Sebastian (do Lovin’ Sponfull) Darling Be Home Soon, onde o vocalista Noddy Holder surpreende a todos com um arroto extemporâneo, finalizando o lado uma música retirada de um compacto “Know Who You Are”.

No lado B do albúm explode a pauleira de “Keep on Rocking”, “Get Down and Get with It” e no final uma das mais bacanas versões da malhada Born to Be Wild do Steppenwolf.

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O Slade veio de Wolverhampton, Inglaterra,  depois de uma confusa mascara skinhead no início,  com o auxílio do ex-Animals Chas Chandler na produção mergulhou de vez na cena glam-rock dos anos 70.

Com roupas brilhante, botas extravagantes emplacaram vários singles nas paradas e nas rádios:  Coz I Luv, Gudbuy T’ Jane, Mamma We’re Crazy Now, C’mon Feel The Noyze, Far Far Away, Merry Xmas Everybody…

O Slade teve e ainda tem milhões de fãs pelo mundo. Eram assim: odiados pelos críticos e amados pela rapaziada. Os caras eram feios e desajeitados no sucesso, mas emplacavam hits.

O rei da critica musical pastiche brasileira nos anos 80, Pepe Escobar, certa vez os chamou de mijo de rato da cena glitter. Onde esta Pepe Escobar, sumiu, né? O Slade continua popular e bom de vendas.

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Voltando á biografia do escriba: era divertido correr os sebos do centrão de sampa para procurar os albúns da banda: Sladest; Slayed; Old, New, Borrowed and Blue; In Flame; Nobbody’s Fool; Whatever Happened to Slade; Alive 2…

Noddy Holder esgoelando e clonando os cantores de blues e rock and roll com bastante volume, alguns enxergam semelhanças no seu jeito de cantar com Screaming Lord Sutch, cantor inglês dos anos 60.  Jim Lea emprestando algum brilho no baixo, teclados e arranjos.  Dave Hill usando todos os clichês possíveis e imagináveis na guitarra, ainda assim com riffs geniais. Don Powell na batera, um Ringo mais etílico.

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Fãs dos caras: Dee e Joe Ramone, Kurt Cobain, Lemmy Killmister (Motorhead), Andy Taylor (Duran Duran), Noel Galagher (Oasis) e tantos outros.

Eles caprichavam no inglês proletário, linguagem das ruas, cantavam como os fãs falavam, ficaram ricos e populares. Quando vemos os clipes antigos e imagens de shows,  podemos observar a banda se divertindo, coisa rara no rock onde sucesso, glória e tédio se confundem.

No final dos anos 70 a avalanche punk fez o Slade parar, eles voltaram em 1980 numa apresentação do Reading Festival. Renascia mais pesada a banda glitter. Lançaram em 1982 o álbum Till Deaf do Us Apart e seguiram carreira ate início da década de 1990,  onde houve a definitiva (?!?)  separação.

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Dave Hill e Don Powell prosseguem com o Slade 2 tocando pela Europa, Jim Lea grava de vem em quando e  terminou a faculdade de psicologia, Noddy Holder, a voz/alma do Slade tem um programa de rádio, faz teatro e as vezes programas de televisão.

Slade é a minha banda preferida até hoje. Os vinis estão jogados em algum lugar da casa, mas não sairão daqui.

So cum on feel the noize
Girls grab the boys
We get wild, wild, wild,
At your door

Para baixar : The Best of Slade:

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