Fim da obrigatoriedade desses jornais, revistas…


O anuncio do fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista traz discussões bem interessantes à ordem do dia. A quem prejudica? A grande imprensa (jornalões, revistões, etc) atravessa  um momento de trevas e nítida apelação pela sobrevivência. Jornal e revista (na maioria) não seduz pela informação e credibilidade e sim, por engodos e orquestrações diversas. Tudo por grana e defesa de interesses privados.

E não venham com o lenga lenga de que sendo instituições privadas, os veículos têm que visar primeiro o lucro. Informação é algo que incide diretamente na vida das pessoas, nas tomadas de decisão do coletivo, logo, o caráter público deve ser colocado prioritariamente.

E são Eles (maíusculo mesmo), justamente os grandes interessados em acabar com a obrigação do diploma para jornalistas. Dá para defender em coro acrítico o que esses caras defendem? Em tese sim, na prática, nunca.

O problema é que o único jeito de garantir a liberdade da informação é fugindo do controle dos grandes grupos dos mass media. As matérias dos jornais estão cada vez mais parecidas com os editoriais, e isso nunca cheirou bem. Pluralidade? Onde?

O que nos resta? Refundar o jornalismo ou os veículos? Já foi sobejamente escrito, pisado e repisado das possibilidades que a web, principalmente no que ela tem de colaborativo, no seu potencial de produzir conhecimento, interação e difusão de idéias, da potencialidade de blogs, twiters, etc. Será que os próprios jornalistas (alguns já sacaram) olharão isso com outros olhos, sem preconceito e corporativismos?

O caminho do jornalismo esta em aberto, sem diploma ou com diploma, quem se aprimorar para escrever e se colocar nessa função profissionalmente continuará escrevendo, ou não? Claro o emprego, a renumeração, a profissionalização é muito importante, mas os veículos tradicionais irão se sustentar com esse formato ultrapassado? Pesadelo? É só olhar a indústria fonográfica, realidade.

Penso que esse ato do STF pode trazer uma discussão verdadeira sobre a relevância e o papel do mundo da informação e da sua produção no país. Ou vamos ficar no contra ou a favor e a discussão e os caminhos não sairão do raso. Gilmar Mendes não teve motivos bonitinhos para defender efusivamente através do voto, o fim dos diplomas. Tomara tenha sido mais um tiro no pé. Veremos.

fish

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7 comentários
  1. BEM, TAÍ UM ASSUNTO QUE ESTA LEVANTANDO GRANDE DISCUSSÃO, PARA AQUELES QUE ALMEJAM UM LUGAR NA ÁREA E PARA AQUELES QUE TEM O MÍNIMO DE INTERESSE PELAS COISAS. É FATO QUE PESSOAS COMO SAMUEL WAINER E CARLOS LACERDA NUNCA PRECISARAM DE DIPLOMAS PARA ESCREVER, TAMBEM É FATO QUE ESSE MONSTRO DE 7 CABEÇAS, CHAMADO DIPLOMA, NÃO SERVE COMO PARÂMETRO DE COMPETÊNCIA. ALGUNS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIZEM QUE PARA CONTRATAÇÃO DE REPÓRTERES, NÃO HÁ A EXIGÊNCIA DO DIPLOMA, NO ENTANTO, PARA QUEM QUISER SER UM REDATOR OU EDITOR CHEFE E OUTROS CARGOS MAIS ALTOS, A COISA MUDA UM POUCO, E QUEM TIVER O CANUDO, ESTÁ NA FRENTE. NA PRÁTICA, NÃO MUDA MUITA COISA. O QUE CONTA MESMO É A COMPTETÊNCIA DO PROFISSIONAL. INDEPENDENTE DAS VIAGENS QUE ELE FAZ, DOS SEUS CONTATOS COMPRADOS E DE SUA POSE DE SUPER STAR, SIM EXISTEM BONS EXEMPLOS DISSO, O BOM JORNALISTA NUNCA VAI DESAPAREÇER. MESMO QUE O IMPRESSO ACABE, COISA QUE EU AINDA TENHO DÚVIDAS, SEMPRE HAVERA LUGAR PARA AQUELA PESSOA COM A CABEÇA CHEIA DE BOAS IDÉIAS E BOM TEXTO, MATÉRIA PRIMA DE QUALQUER JORNALISTA. PORTANDO, QUEM QUISER VENÇER NESSE MEIO, TERÁ DE CORRER ATRÁS DE BOAS ESPECIALIZAÕES. O RESTO, ACONTEÇE. CREIO QUE ESSE ASSUNTO AINDA DÁ PANO PRA MANGA.

  2. Ricardo Queiroz Pinheiro disse:

    A “imprensa” talvez nunca acabe, o que deve acontecer é esgotar um modelo, e já temos provas bem convincentes disso.

  3. Tem tantos livros de não ficção dos quais saímos com idéias novas, informações que servirão para futuras tomadas de decisão ou reflexões; tantos livros de ficção, clássicos ou não, que nos inspiram para uma vida melhor ou para um conhecimento e cuidado de si; tantos blogues e páginas de internet que aliam essas duas coisas e outros que se especializam em temas e estão ali, ao nosso dispor. A informação, que muitas vezes tem uma premência para a vida prática, essa a internet oferece sem muita dificuldade. Agora, quem precisa de que jornalistas (ou não-jornalistas) mal formados e/ou mal remunerados escrevam uma porção de coisas para compor uma matéria, mas que não acrescenta em nada à informação que tem sua relevância em si mesma. Ou que editores publiquem apenas o que interessa para quem financia o jornal ou a revista. Há muitos anos não leio análises vindas de jornais e revistas, sobra mais tempo para ler o que realmente interessa.

    • Sandro,

      de fato, quem chama a porcalhada produzida na “grande imprensa” de fonte de credibilidade esta fadado a cair no limbo. Mudar as fontes é preciso.

  4. Tadeu disse:

    Nem sabia que havia a obrigatoriedade do diploma,(não havia pensado há respeito, agora vejo que é algo bem óbvio) não consigo imaginar alguns jornalistas do meio em salas de aula.
    Tudo é padronização, acredito que sempre só houve e haverá destaque para aqueles que se desviam desse padrão.

  5. Ivam de Almeida Vidal disse:

    Talvez esses ministros do STF, queiram com essa medida, um pessoal que pegue menos no pé deles,
    que os deixem em “paz”. Que tal o fim da obrigatoriedade de diploma para ser advogado,juiz e por fim ministro do STF, Sr.Gilmar Mendes?

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