Torquato, o poeta intransferível


Por mais anacrônico que possa parecer, e o cinismo corrente nos leva pensar dessa forma, ainda conseguimos alimentar a esperança de mudanças.Não se trata de mudar de camisa, de emprego, de conta corrente, de carro ou de namorada…mudar é acreditar que a vida acontença na vera das decisões, não nos obscuros caminhos criados pelo “acaso” ou por fórmulas prontas batidas na preguiça que tende a nos invadir sempre.

Diversificar, nem que seja ao menos as desculpas que criamos para “não fazer”.

E antes que isso aqui vire receita trôpega de auto ajuda, vamos ao poeta. Escrevi o post para anexar este vídeo que mistura Jards Macalé, Paulo José e reverencia Torquato, o poeta intransferível.

Bom momento para Torquato nos ajudar a chacoalhar esse mundo em vias perigosas de caretíce, seja ela de esquerda, de direita ou de centro …

PESSOAL INTRANSFERÍVEL

escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. é o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. nada no bolso e nas mãos. sabendo: perigoso, divino, maravilhoso. poetar é simples, como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena etc. difícil é não correr com os versos debaixo do braço. difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. e sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, “herdeiro” da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus. e fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. citação: leve um homem e um boi ao matadouro. o que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. adeusão.

Torquato Netto


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2 comentários
  1. stefano disse:

    Falando em mudança, acredita que ligaram pra vó hoje pra perguntar se ela queria fazer parte de uma corrente de orações que estão rolando em SP pela Igreja Católica, para evitar a eleição de Dilma, a bruxa. Cara, em que século mesmo estamos vivendo?

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