Max Martins de Belém do Pará


O poema deve ser feito treinando, treinando, treinando…Ou como Benedito Nunes disse: lendo, lendo, lendo, lendo …

Max Martins

O funcionário público Max Martins, nasceu em Belém do Pará, no ano de 1926. Nasceu e viveu longe do centro(!?), no norte do Brasil e quando acusamos um centro, desobrigamos o que não esta no centro. Ainda bem que aparecem contrários de tudo quanto é lado. Max foi atrás da palavra, poeta antes de funcionário público , que não veio para o Rio, nem para São Paulo, então pouco conhecido, mas sempre, poeta. Foram cerca de 12 livros (tirante antologias e um volume de poesia completa), poeta, firmemente do Norte do Brasil, mas da palavra que se deslocou da localidade. Max faleceu em 2009.

Rasuras

Meu nome é um rio
Meu nome é um rio que perdeu seu nome
Um rio
nem sim
nem não
Nenhum
Somenos correnteza
Água masturbada em vaus
peraus
em po
luído orgasmo entre varizes
Sêmen sem mim
Mesmice
Onde está meu nome Lá neste rio de lama sem memória e
rumo?
Neste amarfanhado leito de inchada falha?
Meu nome é um rio cotoco – um Ícone
De barro
barroco
Um rio que só se-diz
Seduz-se
Se afaga e afoga
em ego e água: Aquário
Meu nome é um rio tapado
(poço)
E aqui se quebrantou meu nome
sua viagem e osso
É esta a sua fissura? E o seu rosto é este
escuro
atrás da porta
espelho
exposto à febre
à fera de si mesmo?
Ensimesmado
meu nome é um rio que não tem cura

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