Valsa à brasileira


Desde o início do século XIX a valsa de origem mezzo austríaca, mezzo francesa já deslizava sobre o Brasil. No salão embalando danças pomposas e nos embalos de canções dolentes, que segundo os críticos e historiadores, marcam a presença da triste Portugal no imaginário brasileiro em formação.

A valsa foi tomando forma de coisa brasileira, eruditos e populares a usaram dentro de varios formatos, e ela se firmou como coisa bela no imaginário popular. Lembro-me da minha vó, Maria Augusta, que sempre dizia que bonitas mesmo eram as valsas.

Até o aparecimento do samba-canção na década de 40 do século passado, as valsas prevaleciam dominantes em formas de baladas e algumas até um pouco mais brejeiras. Vários valsearam.

Villa-Lobos, Carlos Gomes, Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Camargo Guarnieri, Ernesto Nazareth, Custódio Mesquita, Tom Jobim, Edu Lobo, entre outros, colocaram pé e coração na valsa brasileira.

Falei de valsa, porque desde cedo uma melodia rondou o meu dia. E para registrar (para que serve um blog, não é mesmo?) postei a lembrança dessa valsa. A canção é uma “Valsa e Dois Amores” de Dilermando Reis, versão gravada em 1994 por Raphael Rabello.

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