“Let’s Go Away For Awhile”


Pet Sounds, 1966, obra prima dos Beach Boys. Brian Wilson seu mentor e condutor. O álbum que diversas vezes foi apontado por críticos, revistas especializadas e por outros artistas como o mais influente da  música pop. Não foram poucas as vezes que o compararam a Sargent Peppers dos Beatles. Uns dizem que Lennon & Macca se inspiraram nas idéias de Brian Wilson.  O próprio Wilson confiirma a inspiração em “Rubber Soul” dos Beatles para forjar e registrar ” Pet Sounds”. Terra de Gigantes, não há porque procurar vencedores e vencidos.

Aquela segunda metade da década de 60 do século passado estava fornida de idéias e experimentos interessantes, ácidos, sons, mudanças comportamentais, estéticas e políticas. Os Beach Boys nos ajudam a  localizar bem este momento. Pet Sounds, o álbum, é o rebento de orquestrações, instrumentos inusitados, belas melodias e harmônias em 13 canções. As idéias desse registro pode sem ser apontadas como um dos pilares da música pop a partir de então, força motriz e referencial.

Mas quero falar de uma faixa da qual Wilson se orgulha de ser uma das suas melhores criações. Sexta faixa, instrumental, com um time de bambas atuando: Al Casey e Barney Kessel, guitarras; Jim Horn, sax; Steve Douglas, sax tenor; Hal Blaine, bateria; Carol Kaye, baixo; Julius Wetcher, vibrafone; Lyle Ritz , baixo acústico; Al de Lory, piano … “Let’s go away for awhile”.

Em vários locais do mundo ela saiu como lado B do single de “Good Vibration”.

Maravilhosa canção (agora a babação de fã), daquelas que nos estimulam a imaginar paisagens e sensações gostosas (explicação tosca de fã). Este tipo de melodia apresenta explicações tão simples para a paixão que nos desperta, que nos dá a sensação de que há algo oculto e que não entendemos por completo escondido entre suas notas. Ecos do influente Burt Bacharach já admitidos por Brian Wilson em entrevista e evidentes ao escutarmos.

Não vou me enrolar em dar ares de ensaio nesta homenagem a uma canção.

“Let’s go away for awhile” foi gravada em 18 de janeiro de 1966. Uma peça de breve de beleza no meio de treze canções que o mundo sempre irá ouvir.

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