“John Cooper Clarke”


Há alguns anos assisti a uma apresentação do poeta John Cooper Clarke no Jazz Cafe em Londres. Foi um acerto de contas. Entendi melhor naquele momento, ainda que tardiamente, o movimento punk e suas pontas invisíveis. Na platéia várias gerações assistiam respeitosamente (na medida) aos versos urgentes de uma época. Aos apocalípticos o benefício de chamar de decadência, pouco importa. 

Hoje de manhã me veio a imagem da lustrosa figura e os versos que poderiam ser outros tantos:

“I wanna be your electric meter
I will not run out
I wanna be the electric heater
you’ll get cold without
I wanna be your setting lotion
hold your hair in deep devotion
Deep as the deep Atlantic ocean
that’s how deep is my devotion”

… John Cooper pode ser considerado o literal poeta do punk, ao promulgar versos em meio ao “no future” generalizado daquela cena inglesa (1977/78). Cabia poesia intencional em meio à poesia acidental do movimento. A interpretação não serve para buscar legitimidade, não há metáfora em ser o poeta punk.

John segue na ativa.

JCC

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