“Sob os auspícios do Velho Frias”


É preciso explicitar em letras grandes: a mídia distorce, manipula, mente e não cumpre seu papel de informar. A atuação da Folha de São Paulo no episódio que envolve os ex-prefeitos José Serra, Gilberto Kassab e o Secretário de Finanças de ambos, Mauro Ricardo, no escândalo das liberações de imóveis, é risível e absurda.

Foram duas as táticas usadas até agora para desviar o foco principal: primeiro a superexposição da denuncia em cima dos peões: os fiscais. A segunda é clássica e contumaz nos últimos dez anos: envolver o PT , a bola da vez é o atual Prefeito, Fernando Haddad.

Um prefeito assume, quatro meses depois abre investigação sobre irregularidades das duas gestões anteriores e os veículos de comunicação não medem esforços para envolver esse prefeito na patranha? André Breton não faria melhor.

Não se trata de síndrome de perseguição ou melindre, tudo é feito sem sutileza, no que tange à Folha de São Paulo dizem ser coisa diretamente orquestrada pelo publisher, Otávio Frias Filho – que segue ritualísticamente o desejo e o legado do pai, o velho Frias, de proteger o eterno candidato, José Serra e, óbvio, defender os próprios interesses comerciais e políticos. É ideologia, é lucro.

Um jornal tem o direito de se posicionar politicamente e defender seu pacote de convicções – não acredito na neutralidade dos veículos de comunicação -, isso não quer dizer que para tal possa lançar mão de expedientes escusos, textos dúbios, distorção de dados, omissões, linchamentos etc.

Essa contenda transpassa os governos não aceitos pelo monólito midiático e quando não vira foco de debates distorcidos, se transforma no pacote ladainha: ortodoxia na econômia, moralidade seletiva na coisa pública e afirmações generalistas afins. Via de regra: interesses privados que se sobrepõem aos interesses públicos.

E não cabe falar em decadência de “velha mídia”, conversada baseada em entusiasmos exacerbados, a mídia tem sim muita força, pois defende interesses que vão muito além do seu papel tradicional, uma manchete dos chamados veículos tradicionais costuma causar enorme furor inclusive na autoentitulada “mídia alternativa”, síndrome de estocolmo ou não, é um dado real.

Observemos os próximos passos de duas contendas: o aumento do IPTU e o “escândalo dos fiscais”, será um bom termômetro  para medir o tamanho da disposição que um importante veículo reserva, no caso a Folha de São Paulo, para fazer oposição ao Governo Haddad e também, para medir a disposição do Prefeito em enfrentar essa situação.

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