“As ruas”


A gente tão perto da cidade
e tão longe dela.

João Antônio

Não dirijo, nunca tive carro na vida. Não, não faço parte de nenhum movimento libertário de protesto contra a opressão do trânsito. De início um bloqueio que foi se transformando em convicção, decisões e vacilos me afastaram das quatro rodas.

Andar nas ruas, nos coletivos (onibus, trens, metrôs) tem suas vantagens. Você ouve de um outro jeito as coisas. Você consegue, perceber, olhar alguns detalhes que a lógica dos vidros fechados não permite. As palavras chegam sem tantos filtros.

As ruas muitas vezes falam de maneira íntima, amíude. Elas amplificam os detalhes de uma maneira que só palmilhando calmamente entendemos seus recados. As travessas, esquinas, praças, vielas, pontos de ônibus reclamam sempre um dedinho de prosa que seja.

É tempo de eleição, antes de nos tornarmos panfletos da repetiçao, que percamos um tempo, mesmo que seja curto, para registrar, entender e dialogar com o que diz as ruas.

O coletivo que vive em assembléia permanente.

abril2 012

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