“Inezita do Brasil”


Inezita Barroso morreu à véspera do dia da Mulher. Foi uma mulher valente, criadora, multiplicadora, ativa. Filha de elite quatrocentona paulista, conviveu com os caipiras, com o povo, se interessou pela cultura popular, sem o olhar do vampiro colonizador.

Se misturou bebeu a marvada e cantou, cantou muito junto com o povo. Inezita era bibliotecária (honra ser seu colega), mas antes de tudo era uma grande fomentadora, divulgadora e criadora da nossa cultura e do nosso patrimônio cultural.

Gravou oitenta discos, perambulou pelo Brasil (à luz do mestre Mario de Andrade) cantando, pesquisando e se encontrando com os nossos griôs, com os autores desconhecidos e fez uma obra de obras.

Viva Inezita Barroso, viva o Brasil que pulsa, que cria, que inventa e se reinventa. Viva a Mulher Inezita, honra de todos nós, ela representa a antítese do Brasil que odeia o Brasil.

Ignez Magdalena Aranha de Lima (São Paulo, 4 de março de 1925 — São Paulo, 8 de março de 2015 ).

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