“Fogo brando”


A cultura em chamas. Primeiro o Museu da Língua Portuguesa, agora, a Cinemateca Brasileira. O fogo consome a memória de letras e imagens da cultura brasileira, dramático. Mas não é esse o maior drama.

Estamos falando de lugares consagrados, de espaços oficiais que absorveram projetos, recursos, força de trabalho e ocupam lugares centrais na cidade de São Paulo. Se entrarmos no mérito dos símbolos e valores culturais subterrâneos, daqueles que não são vistos a olho a nu, que seguem na marginalidade e esquecimento, esse incêndio tende a ser maior.

Quantas bibliotecas, museus, centros culturais queimam no fogo brando há anos num exercício de esperar o próximo incêndio? E esse é apenas o problema dos espaços físicos e acervos, se levarmos em conta a falta das ações e interações que dão vida a esses lugares, o incêndio tende a se alastrar.

Portanto, não se preocupem apenas com o fogo que queima, o pior é o calor que o precede.

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