“01 de abril”


E novamente primeiro de abril…
A direita escondeu o rosto por anos no pós ditadura. Através de eufemismos, discursos indiretos, piada ou ironia grossa, seguiu defendendo as suas pautas em tempos de abertura e redemocratização. 

Claro que esses “valores” sobreviveram e seguem reafirmados na violência da PM, nos indices dos indicadores sociais, nos “costumes” homofóbicos, misóginos, racistas, machistas, autocráticos, o retrocesso nunca fugiu do seu front.

Mas, agora temos um quadro diferente, a direita perdeu a vergonha e os pudores, explicita, defende abertamente sua pauta retrógrada, solapadora de direitos e age sem limites no Congresso Nacional, nas ruas, nos espaços públicos e privados.

A tacanhice e o fascismo fingiram dormir e posaram de inofensivos. O que era piada e em relação a direitos básicos foi se vertendo em escárnio até chegar no mais puro estado de violência, desrespeito e agressão.

Não importam nomes ou cores de camisa, são dados passageiros, o que se registra são os valores que estão em jogo. Quem defende opressão, racismo, exploração, intolerância e violência nunca muda de lugar e não precisa de símbolos para se identificar.

Alimentávamos a ilusão de que o primeiro de abril de 1964 ficaria cada vez mais distante, mas não há descanso. É luta todo dia.

  

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