“Sem nenhum minuto de silêncio”


Os trabalhadores sem terra que morreram anteontem no Paraná, continuam sendo apenas “sem terra”, pois, sem nome, sem identificação, sem registro. Mortos numa emboscada, na calada da noite, na trairagem, na surpresa.

Não são poucos os que morrem no campo, muitos já foram, todos sem nome, custam a ser associados a uma figura humana, o que resta de forte é a unidade e a solidariedade internas. São os bandidos, os invasores, os vagabundos vendidos pelos jornais, não têm voz individual, apenas o grito coletivo, que se não tivessem, passariam a vida em silêncio.

O resumo utilizado pelas falsas consciências (as mais brandas é verdade) é de que morreu mais um invasor das sagradas propriedades privadas. O fato é que lutam, não desistem a despeito do desprezo e da tentativa de destruição de identidade, e não falta luta pra fazer, não há descanso, não há trégua, não há minuto de silêncio…

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