“Golpe é golpe”


A hipocrisia é o combustível do país farsesco que teve na votação pelo impeachment no domingo sua apoteose.

Quer dizer que a Presidenta Dilma sofre o golpe através de um impeachment sem crime de responsabilidade – foi isso que aconteceu, os golpistas insistem que não, mas não provam o contrário, porque não há como provar – e tem que ficar quieta, resignada, recatada, do lar?

A mídia internacional está se manifestando contrariamente porque o que ocorreu é farsa, armação, golpe e os grupos que promoveram essa bazófia não contavam com a verdadeira liberdade de imprensa que vigora além dos interesses escusos da mídia familiar brasileira.
Não adianta a Miriam Leitão, o Merval e o Noblat estrilarem e culparem a mão por ter agredido a palmatória. Acusem e chamem agora, o The Guardian, o New York Times, o El Pais, o The Independent, até o eterno aliado das teses conservadoras, The Economist, de órgãos informativos petralhas.

É muito fácil promover um matrix embromador quando se monopoliza difusão e informação , quando se engendra um discurso único repetido acriticamente por uma multidão de cultores da CBF com ódio e rancor no peito, mas a ópera bufa deu ruim.

O golpe repercutiu no mundo por conta do teatro, da farsa, que teve no espetáculo promovido pelos deputados ungidos por deus, pela família, pela propriedade, que gerou cenas deprimentes e rodou o mundo, um ato apenas, precedido por uma armação que envolveu a oposição, parte do judiciário e a mídia que armou o palco.

As críticas e as denuncias nacionais e internacionais são baseadas em fatos, fatos distorcidos diuturnamente num jogo de manchetes, lides e imagens manipulados numa tentativa de criar uma outra narrativa, só que esqueceram de combinar com os pares internacionais.
Golpe é golpe.

Quisera, Dilma fosse criticada pelos seus verdadeiros erros, e não foram poucos, o fato é que a quem quer derrubá-la não interessa debater e melhorar a economia, acertar os equívocos de gestão, tampouco encaminhar uma reforma política que corrija as distorções históricas do sistema.

Derrubar Dilma hoje é garantir que o país amanheça nas mãos de Michel Temer, anoiteça com Eduardo Cunha e passe uma longa madrugada com José Serra.

Estou cético, não acredito que essa vergonha internacional irá conter a escalada golpista, até porque o sócio majoritário lê o The Economist e está pouco se importando com as críticas, de toda maneira a marca indelével do golpe estará em todos os personagens citados acima, o custo é levá-lo para a posteridade.

#StopCoupInBrazil
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