“Guerra de Mamonas”


Quando eu era moleque e vivia na Vila São João lá em São Bernardo do Campo eu vivia fazendo guerra de mamonas com os meus camaradas.

Estilingue, mamona e bolso largo e a guerra tava pronta. Em campo aberto no meio da rua ou dentro de alguma casa abandonada, os dois exércitos criavam suas táticas e estratégias.

As regras a gente criava na hora para estabelecer a quantidade de vidas e a morte final. Uma máxima valia para todas essas batalhas: deixar a poeira baixar, o adversário relaxar e ir pra cima. Era só esperar um pouco e partir para o ataque.

Nesse momento, a poeira está baixando no Palácio do Planalto e a gente pode ver de tudo como na época da guerra de mamonas. Quem saiu fora, quem entrou, quem ficou para colaborar com os golpistas, quem tá louco para entrar.

É a vida de menino que cresce, fica velho e descobre que a guerra de mamonas nunca acaba, ela só perde a inocência.

mamona

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