“Escola sem partido”


 

Nos “Cadernos do Cárcere” Gramsci afirma que o plano ético-cultural, a expressão de saberes, as práticas culturais, modos de representação e modelos de autoridade junto com a estrutura econômica e a organização política são elementos centrais para se obter a hegemonia dentro de uma sociedade.

As discussões sobre a chamada ideologia de gênero e da escola sem partido, pautadas pela direita de forma sistemática nos últimos tempos, não são apenas um delírio retrógrado fruto de pensamentos exótico, antes de tudo, elas colocam uma disputa por hegemonia.

É uma forma de impor e determinar um debate no campo cultural e educacional através de valores que irão moldá-lo, a novidade é a proatividade e a rapidez em ocupar os espaços políticos, tática que sempre fora utilizada pela esquerda, e que a direita está se apossando de forma produtiva e orgânica no campo do legislativo.

Há uma militância aguerrida – principalmente ligada às igrejas católica e evangélica, mas não só, uma prova disso é a força que os dois assuntos está ganhando na mídia – pronta para fazer barulho e exercer pressão em câmaras municipais, assembleias legislativas e no congresso.

Quem acompanhou as votações dos planos municipais e nacional de educação no tocante a questão do que eles chamam ideologia de gênero sabe muito bem do que estou falando.

Este é um assunto que deve ser tratado como prioridade pelo campo progressista, pois a direita está muito bem articulada. Se a educação não é uma prioridade e não é considerada estruturante, nos curvemos então ao sabor dos fatos.

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