“Mil entradas do inferno”


"Akira S e as garotas que erraram" era uma daquelas bandas com síndrome de Nova York e Londres que circularam pelos inferninhos paulistanos nos anos 80.

Uma das músicas da banda tinha uma frase "o inferno tem mil entradas, algumas são mais conhecidas, outras disfarçadas".

Vale a lembrança.

Pano rápido e voltamos a 2017, ano de nosso senhor.

Estamos conhecendo na carne, no osso, nos olhos, o pior do ultraliberalismo.

O pior do mundo que quer convencer que a competição e o mérito são fatores de equilíbrio e ao mesmo tempo de progresso de uma sociedade.

Um mundo onde a destruição de patrimônios coletivos é a moeda de troca para engordar e vicejar patrimônios individuais, onde o bem comum é visto e valorado como fator de atraso.

O público subjugado ao privado.

O inferno está nas ruas, rápido como nunca, construindo a miséria do dia a dia. O buraco é fundo e há um país inteiro pra vender. A privatização da vida.

Esse inferno que já não se disfarça tem nome, operador e substitutos. Chicago boys, consensos, agenda positiva. O inferno tem mil entradas…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: