“O futebol”


Ser um moleque marrento dos anos 70 foi um dos motivos de eu ter escolhido a Portuguesa de Desportos como time do coração.

Eu queria contrariar o meu irmão corintiano ao mesmo tempo que procurava um time diferente pra torcer.

A Lusa era um time querido à época, tinha bons jogadores e carregava a mística de revelar, mas não segurar seus talentos.

Eu tinha de 6 para 7 anos, escolhi. Time escolhido na infância, é time pra vida toda.

Foi assim que cresci e vivi o futebol. Sem identificação especial com a colônia portuguesa, mas torcedor de arquibancada , de ir ao Canindé e acompanhar com resiliência as parcas glórias e as muitas agruras.

Torcedor de time sem título aprende a valorizar as centelhas de poesia.

Lusa pra mim é Eneas Camargo, Dicá, Dener, Zé Roberto…e outros tantos jogadores que coloriram algumas tardes e noites…

Cultura de futebol era no estádio que se consolidava, conheci gente bacana nas arquibancadas.

A Lusa foi engolida pela lógica corrosiva do futebol globalizado, mas a história que vivi nesses anos ninguém rouba de mim.

A minha camisa sempre foi vermelha…e verde.

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