arquivo

Arquivo mensal: janeiro 2019

Somos pródigos em reclamar do dia a dia. Rotina, roteiro sacal, trabalhar, comer, dormir, cansar e descansar para cansar e descansar no outro dia.

Tudo isso faz com que valorizemos os momentos de afeto, de interlúdio, de respiro.

Desde que voltei a trampar em São Bernardo em 2017, procurei me reconectar nas coisas da cidade, foi um momento difícil, de incerteza, de dissabores e de rearrumação da vida.

Perto da Biblioteca que trabalho, tem uma pequena doceria/café/restaurante, com coisas simples e gostosas e sobretudo, tocada com carinho por um simpático e trabalhador casal, o Antenor e a Catarina.

Escolhi o lugar pra almoçar e eventualmente tomar um cafezinho à tarde. Essas paradas serviram pra eu me reorganizar, pensar a vida, num lugar definitivamente acolhedor
e despertar afetos e diálogica com pessoas autênticas e carinhosas. Um capítulo importante da prosódia do dia a dia.

Hoje foi o último dia da gestão Catarina/Antenor em seu pequeno e aconchegante lugar. Estão cansados de lutar contra a crise e querem outras coisas para suas vidas, viver a família e sonhar outros sonhos. Justo, são dedicados para fazer pela metade, desejam estar inteiros.

Queria agradecer aos dois os importantes e as vezes incógnitos momentos compartilhados nessa fase difícil da vida.

Boa sorte e vida longa aos dois amigos.

Em meio às polêmicas de livros didáticos, referências bibliograficos e honestidade intelectual, eu lembro que sou bibliotecário e o quanto é importante ficar atento à autenticidade, à qualidade e a procedência da informação, o que é algo que sempre vai além do formal.

É difícil provar e comprovar para o senso comum e muitas vezes até para os próprios companheiros de profissão, que o papel social do bibliotecário, é antes de tudo, lutar contra o avanço da ignorância, do obscurantismo e da barbárie e viabilizar o quanto mais possível a possibilidade de escolha, da diversidade e da liberdade de informação.

Nas trevas as bibliotecas estão sempre fechadas ou destruídas.

Dilemas:

Eu tenho razão porque detecto a cortina de fumaça e eu tenho razão porque eu detecto que a cortina de fumaça não é cortina de fumaça.

Lula Livre é mais importante do que tudo que é tão importante quanto o Lula Livre.

Não importa de onde vem o tiro, a ferida só fechará depois que o PT trouxer o merthiolate.

Eu faço parte da turma que já sabia, que avisou e que agora só quer a pipoca e o sofá, enquanto o tecido social se esgarça.

Pode criar mais uma hashtag ou uma palavra de ordem derrotada, que estou novamente preparado para dizer que é uma hashtag e uma palavra de ordem derrotadas depois que elas forem derrotadas, claro.

Autocritica é algo que só pode fazer aquele que fez algo, quem não faz nada geralmente apenas pede autocrítica de quem fez.

O Queiroz é o outro.

%d blogueiros gostam disto: